a beleza da visualização de dados

Aprendemos desde cedo que quando o interlocutor não entende o que falamos é melhor fazer um desenho. Lição útil para comprar mel na Alemanha quando não se acerta na pronúncia ou para anotar direções no Japão quando não se entende as placas, mas também no trabalho, quando o cliente não entende conceitos estatísticos ou, como acontece vezes demais, tudo o que conhece sobre números é como os contar e falando em gráficos tudo acaba em pizza.

Ao mesmo tempo, a visualização de dados não só transforma números brutos em coisas relativamente bonitas, mas permite também descobrir ideias novas que passam muitas vezes despercebidas nas planilhas e nas tabelas, sejam elas as diferenças socioeconômicas entre regiões de uma mesma cidade, a história das potências mundiais ou a evolução da relação entre renda e esperança média de vida.

Para hoje, recomendamos “A Beleza da Visualização de Dados” (legendas em português):

Saúde Brasileira em Números: Onde Pesquisar?

Os dados secundários estatísticos são amplamente utilizados para embasar hipóteses e teorias acadêmicas, para ilustrar notícias e artigos de opinião nos media ou como argumento em discussões de café. Apesar disso, frequentemente esses dados são referidos fora do contexto em que foram produzidos e, por isso, acabam por dar azo a interpretações deturpadas.

Ao utilizar dados secundários cuja coleta é responsabilidade de terceiros, é necessário considerar o risco associado à possibilidade de haver displicência no processo de coleta o que, em consequência, coloca em causa a fiabilidade dos dados. Dessa forma, é fundamental utilizar apenas dados produzidos por fontes fidedignas.

Em post anterior indicamos as principais fontes de dados secundários sobre Educação, esta semana trataremos de outro tema fundamental para diagnósticos: a Saúde.

Como na Educação, também os dados sobre Saúde estão particularmente concentrados numa fonte: o Departamento de Informática do SUS (DATASUS). Infelizmente, e aqui ao contrário do que acontece na Educação, o sistema não merece referência nem pela sua organização nem pela sua usabilidade. Complementarmente, podem ser ainda consultados o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apesar de não disponibilizar microdados das suas pesquisas sobre saúde, e a Organização Mundial de Saúde (OMS), embora os dados disponíveis sejam apenas de nível nacional e não tenha página em português.

Considerando, então, os dados do DATASUS, estes podem ser acedidos através do TABNET e, apesar de este se encontrar dividido por temas, em “Indicadores de Saúde” é possível encontrar os dados mais relevantes:

Indicadores e Dados Básicos (IDB): com dados sobre morbidade, mortalidade, fatores de risco e proteção, sobre recursos e cobertura de serviços, o IDB, ainda que com os obstáculos causados pela má usabilidade, é a ferramenta mais completa do site.
Sala de Situação, Cadernos de Informação de Saúde e Monitoramento de Mortalidade: ainda que mais limitados que os dados do IDB, o desenho das ferramentas foi bastante mais feliz e, para uma pesquisa mais superficial, permitem encontrar dados relevantes em menos tempo.

Educação Brasileira em Números: Onde Pesquisar?

Os dados secundários estatísticos são amplamente utilizados para embasar hipóteses e teorias acadêmicas, para ilustrar notícias e artigos de opinião nos media ou como argumento em discussões de café. Apesar disso, frequentemente esses dados são referidos fora do contexto em que foram produzidos e, por isso, acabam por dar azo a interpretações deturpadas.

Ao utilizar dados secundários, cuja coleta é responsabilidade de terceiros, é necessário considerar o risco associado à possibilidade de haver displicência no processo de coleta o que, em consequência, coloca em causa a fiabilidade dos dados. Dessa forma, é fundamental utilizar apenas dados produzidos por fontes fidedignas.

Ao longo das próximas semanas publicaremos as fontes de referência para a obtenção de dados estatísticos de vários tópicos sobre o Brasil. Esta semana, a Educação.

Os dados estatísticos sobre a Educação no Brasil estão bastante centralizados e são, na sua grande maioria, da responsabilidade do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), que os disponibiliza em diversos formatos: microdados, sinopses e consultas no próprio site. Complementariamente, sugerimos também a consulta dos dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento de Educação (FNDE) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Instituto Nacional Estudos Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP)

Microdados
Censo Educação Superior (1995-2011)
Censo Escolar (1995-2012)
Censo Profissionais do Magistério (2003)
Enade (2004-2011)
Enem (1998-2011)
Pesquisa de Ações Discriminatórias no Âmbito Escolar (2008)
Pnera (2004)
Prova Brasil (2007-2011)
Provão (1997-2003)
Saeb (1995-2011)

Sinopses
Educação Básica
Média de Alunos por Turma (2007-2010)
Média de Horas-Aula diária (2010)
Taxa de distorção idade-série (2006-2010)
Taxa de Rendimento (2007-2011)
Taxa de Não Resposta (2010-2011)
Educação Superior
Número de Cursos, Matrículas e Concluintes (1991-2010)

Consulta no Site
Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (2005-2011)

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Censo Demográfico
Dados de Alfabetização (2010)

PNAD
Número Médio de Anos de Estudo (2005 a 2006)

Fundo Nac. Desenvolvimento Educação (FNDE)

Investimento na Educação
Valor ano/aluno e Receita Anual Prevista (2007-2011)